Archive for the ‘Comics’ Category

Além dos novos 52! Histórias que não podem se perder no Flahspoint!

maio 9, 2013

No próximo mês o universo DC novos 52 comemora um ano no Brasil. Para alguns, este não é um motivo de comemoração… mas, independente de gosto pessoal, este novo universo DC ainda se encontra numa bagunça editorial em que fica difícil saber o que veio antes e o que começou agora… quais os personagens cuja cronologia ainda deve ao universo anterior e quais que começam do zero. O problema é que existe uma grande história por trás dos novos 52 e que, não fosse apenas pelo fato de alguns capítulos desse passado ainda serem extremamente relevantes para o presente (como é o caso das revisas do Lanterna Verde e do Batman), essas aventuras estariam esquecidas. Estas edições valem a pena serem tiradas do limbo do esquecimento para serem lidas e apreciadas pelos novos leitores e nós da Kingdom Comics vamos fazer este serviço cívico decenauta para você fiel leitor.

E não há lugar melhor pra começar do que pelos Vingadores… isso mesmo!

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Eles estão em todos os lugares hoje em dia graças ao filme de sucesso da Marvel Studios e, num passado não muito distante, eles estiveram no universo DC também. Um dos tesouros apagados da cronologia da nova DC é o encontro entre seus campeões da Liga da Justiça e o grupo de aventureiros da editora concorrente, os Vingadores, no título escrito por Kurt Busiek e belamente ilustrado pelo mestre George Perez “Liga da Justiça Versus Vingadores”. A simplicidade do nome da revista esconde o melhor cross-over entre editoras que já houve, uma aventura que esperou mais de 20 anos para ver a luz do dia.

No final dos anos 70 o artista George Perez já tinha seu nome escrito no panteão dos grandes artistas de quadrinhos graças a sua passagem pelo título dos Vingadores na Marvel e seu trabalho na revista da Liga da Justiça pela DC. Daí foi um pulo para ganhar o mundo com sua versão moderna dos Novos Titãs e reformular todo o universo de Super-homem e companhia na mega saga Crise nas Infinitas Terras. Tendo já trabalhado brilhantemente nos títulos das duas maiores equipes de cada editora, e se especializado por compor cenas épicas com dezenas de personagens em um mesmo painel, nada fazia mais sentido que escala-lo para fazer o maior cross-over entre as editoras. O projeto já estava com 20 páginas desenhadas quando  o tapete foi puxado. A época para colaborações havia terminado e seria preciso esperar até o começo do século XX para voltar a tocar no assunto.

Arte promocional do encontro entre os grupos nos anos 80

Arte promocional do encontro entre os grupos nos anos 80

Com o final dos anos 90 veio a grande crise dos quadrinhos norte-americanos e as editoras resolveram voltar a se unir em nome do bom e velho lucro gordo gerando histórias de gosto duvidoso e que não chegavam a corresponder a expectativa. Mas a chama se acendeu em Kurt Busiek e no então editor da Marvel Joe Quesada. George Perez havia voltado com toda força ao mundo dos quadrinhos ilustrando os Vingadores de Busiek e a Liga da Justiça também gozava de uma sequência de prestígios depois que o polêmico escritor Grant Morrisson trouxe de volta os 7 heróis fundadores que estavam a anos fora da formação da Liga. O terreno estava pronto para fazer o maior cross-over de editoras da terra, só desta vez os envolvidos tinham mais do que lucro em mente! Havia um projeto interrompido que era a paixão de Perez e a habilidade de escritor e a empolgação típica de fanboy de Busiek que não ia perder a oportunidade de abusar das capacidades de seu parceiro do lápis e colocar cada membro que já participou de uma história da Liga ou do Vingadores numa revista.

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O resultado, como esperado, foi de encher os olhos. Toda a atenção de detalhes e o conhecimento histórico de Busiek se misturou a um George Perez possuído pela vontade de produzir e Liga Vs Vingadores não só foi a melhor história entre os dois universos como desbancou sem dificuldades a horrível mini-série Marvel Vs DC publicada alguns anos antes. São 4 edições de puro orgasmo marvete e decenauta em que todos, simplesmente todos os personagens que já passaram pelo folclore dos dois grupos aparecem e muito mais.

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História em quadrinhos de Super-herói com qualidade, substância e amor na produção, isso é Liga da Justiça Versus Vingadores. E se você é fã de carteirinha de George Perez, não pode perder a memorável visita que o artista vai fazer ao Brasil durante o oitavo Festival Internacional de Quadrinhos que será realizado em Belo Horizonte em Novembro!!

Fique de olho:

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Liga da Justiça Versus Vingadores – mini-série em 4 edições pacote completo: R$ 50,00! Aqui na Kingdom Comics!

Veja as imagens conceituais de Capitão América 2 e Guardiões da Galáxia!

abril 2, 2013

É, não tem como não comentar os lançamentos cinematográficos relacionados a quadrinhos hoje em dia. Na esteira do sucesso arrebatador de Vingadores, a expectativa por novos filmes da Marvel vem aumentando a casa dia.

Para saciar um pouco essa sede desmedida, segue abaixo algumas artes conceituais de dois futuros filmes da editora: Capitão America – Soldado Invernal e Guardiões da Galáxia.

 

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Este não é o Star Wars que você procura… Dark Horse vai quadrinizar o roteiro original de George Lucas.

abril 2, 2013

 

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O fato da Disney ser a atual dona da marca Star Wars ainda não tirou os quadrinhos de Guerra nas Estrelas de sua casa criativa mais duradoura –  a Dark Horse. Este ano a editora voltou a produzir quadrinhos da série com os personagens clássicos como Luke, Leia, Han e companhia ( há muito tempo que a editora vem trabalhando com o universo expandido) e agora vai lançar um novo título da série que volta a suas origens, mas uma origem que você nunca viu!

The Star Wars é um novo título escrito por J.W. Rinzler (escritor do livro The Making of Empire Strikes Back) e com arte de Mike Mayhew que vai adaptar o roteiro original escrito por George Lucas 3 anos antes da produção tomar corpo. Conta a história de Jedi Annikin Starkiller e o general Luke Skywalker, um alienígena chamado Han Solo contra os malévolos cavaleiros Sith. E muitas batalhas com espadas laser!

Confira a pequena prévia que a Dark Horse liberou:

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Lima mostra o que é o projeto GAZZARA

dezembro 2, 2012

 

Grant Morrison: Em Polêmica Entrevista pra Playboy

novembro 13, 2012

Grant Morrison: Em Polêmica Entrevista pra Playboy

Grant Morrison….. é um dos escritores mais aclamados e polêmicos dos quadrinhos. Com obras marcantes em sua carreira (“Os Invisíveis”, “Homem-Animal”, “Novos X-Men”, “Grandes Astros: Superman”, “Marvel Boy”, e várias histórias do “Batman”: incluindo sua fase atual nos EUA), o autor fez declarações bastante polêmicas em uma recente entrevista pra revista Playboy:
Entre as quais…. afirmou que Batman é GAY (e que “não há como negar isso”), que a Mulher-Maravilha foi criada como um reflexo das fantasias e desejos sexuais  proibidos da época (sempre era amarrada e amordaçada em histórias q mesclavam luxúria e submissão feminina além de lesbianismo sutil), e Magneto (vilão dos X-Men) é apenas um terrorista que não tem nada da “nobreza” que a Marvel tentava agregar à ele!!!
Confira abaixo a entrevista (traduzida em português)…. e tire suas próprias conclusões sobre essas e várias outras declarações polêmicas:

Sobre o Batman:

“Eu fiquei interessado no elemento de “classes” que envolve o Batman: Ele é um cara rico que bate em gente pobre. É uma missão bem bizarra sair a noite vestido de morcego e dar uma surra em marginais. E aí ele vai pra casa e mora numa mansão. Há uma qualidade inspiradora nele – ele é um fora da lei e ele pode comprar qualquer coisa. Ele tem um bat-móvel novo a cada filme. Ele é muito plutoniano no sentido de que ele é rico e no senso de que ele tem um desvio sexual. A homossexualidade é intrínseca ao Batman. E eu não estou usando “gay” no sentido pejorativo, mas Batman é muito, muito gay. Não há como negar isso. Obviamente que como personagem ficcional há uma pretensão de que ele seja heterosexual, mas a base de todo o conceito dele é altamente gay. Eu acho que é por isso que as pessoas gostam. Todas aquelas mulheres que o desejam, e elas todas usam aquelas roupas fetichistas e pulam de telhado em telhado para pegá-lo. Mas ele não se importa – ele está mais interessado em sair com o velho e com o garoto.”

 Sobre o Superman:

“Quando Superman foi criado durante a Grande Depressão, ele era o campeão dos oprimiidos e lutava ao lado dos trabalhadores. Ele era fora da lei. Se você batesse na mulher, ele te jogaria pra fora da janela. Se você fosse um deputado corrupto, ele ficaria te balançando do alto do telhado até você confessar. Eu acho que isso tinha um grande apelo para as pessoas que estavam perdendo seus empregos para máquinas: de repente você tinha um super-humano quebrando as máquinas e esmurrando robôs. Mas a popularidade dele declinou – ninguém mais quer ser um filho de fazendeiro hoje em dia. Os escritores americanos geralmente dizem que acham difícil escrever o Superman. Eles dizem que ele é poderoso demais; que não dá pra criar problemas pra ele. Mas o Superman é uma metáfora. Pra mim, Superman tem os mesmos problemas que nós temos, mas numa escala de Paul Bunyan*. Se Superman sai pra passear com o cachorro, ele anda em volta de um cinturão de asteróides porque ele pode voar. Quando os parentes do Superman vêm visitá-lo, eles vêm do século 31 e trazem com eles um monstro conquistador infernal do futuro. Mas no fim ainda é uma história sobre parentes visitando.”

*Paul Bunyan é um lenhador gigante que faz parte do folclore americano. (Teve uma história sobre ele adaptada e publicada em “Almanaque Disney nº 1” da Abril)!!!

Sobre o Coringa:

“Eu me identifico com o Coringa até certo ponto – pelo menos na forma como eu o escrevo, que é como um idiota cósmico. Ele é o oposto perfeito do Batman, se não for mais. Quando o Coringa apareceu em 1940, ele era um maníaco homicida amarrado. Então eles tiraram toda violência e morte, e ele se tornou um palhaço gargalhando, dirigindo por todo lado em seu Coringa-móvel. Depois ele era um paciente psiquiatrico risonho da versão da série de TV. De repente nos anos 70 ele estava matando seus capangas novamente. E nos anos 80 ele era um andrógino transvestido. Então eu disse: “okay, nós tivemos todas essas versões do Coringa. Então vamos dizer que elas são todas partes da mesma pessoa que apenas muda de ideia a cada dia. Eu racionalizei isso ao dizer que ele é supersão, o primeiro homem do século 21 que consegue lidar com o excesso de informação mudando toda sua personalidade. Eu até que gosto dele, porque ele é um pop star – ele é como Bowie.”

Sobre a Mulher-Maravilha:

“William Moulton Marston, o cara que criou a Mulher Maravilha, era um notável psiquiatra. Ele é o cara que inventou o polígrafo, o detector de mentiras. Ele era um daqueles boêmios que amava livremente; ele e a mulher dele, Elizabeth, compartilhavam uma amante, Olive, que foi o modelo físico para a Mulher Maravilha. O que ele e Elizabeth fizeram foi propor uma sociedade de amazonas que ficou sem a presença de homens por 3 mil anos. Isso se desenvolveu, juntamente com algumas das mais febris fantasias de Marston, numa utopia lésbica. Embora elas fossem supostamente amantes de uma cultura de paz, o anseio de todas essas super-garotas parece girar em tonro de lutar umas contra as outras, e essa coisa louca e ritualística, onde garotas se vestem como veados e são perseguidas e amarradas e simbolicamente comidas num banquete. Essa coisa toda era luxúria misturada com bondage e escravidão. A Mulher Maravilha era constantemente amarrada ou algemada – e tudo isso se tornou um grande sucesso. Quando Marston morreu em 1947, eles se livraram dos elementos perversos, e instantaneamente as vendas afundaram. Mulher Maravilha deveria ser a mulher mais sexualmente atraente, inteligente e pontente que você possa imaginar. Ao invés disso, ela se tornou um cruzamento entre a Virgem Maria e a Mary Tyler Moore que não tem apelo nem mesmo para garotas.”

Sobre Magneto:

“Magneto é um velho terrorista bastardo. Eu entrei num encrenca – os fãs dos X-Men me odiaram porque eu o transformei em um velho estúpido e idiota viciado em drogas. Ele apareceu inicialmente como esse desprezível e cruel terrorista, então eu pensei: “Bem, isso é o que ele realmente é”. Chris Claremont fez ótimo trabalho através dos anos para redimir o personagem: Ele o tornou um sobrevivente dos campos de concentração e um nobre anti-herói. Então eu apareci e coloquei tudo aquilo de lado. Era logo depois do 11 de setembro, e eu disse: “ele não é nobre porra nenhuma”.

Retirado do : Actions e Comics

SANITÁRIO !!! O MUNDO AINDA NÃO ACABOU…

outubro 30, 2012

SANITÁRIO !!!

O levante dos Super-heróis gays! Ou: “Nem tudo que reluz é ouro”.

junho 4, 2012

Olá Leitores!

Começo este post afirmando que tentei não escrevê-lo por muito tempo.

Desde que o escritor Grant Morrison colocou seu ponto de vista com relação às patentes inclinações gays do conceito de Batman na revista Playboy, passando pelo apoio “pessoal” do presidente Obama ao casamento igualitário e chegando, finalmente, ao casamento de Estrela Polar e a recentíssima reencarnação do Lanterna Verde original Alan Scott como um herói homossexual – não acreditei que este assunto deveria ser uma pauta, ou melhor, não queria engrossar a super-exposição que um assunto como esse acaba recebendo, mesmo sendo um defensor da causa LGBTS e entusiasta da inclusão social nos quadrinhos Marvel e DC.

No entanto, o odor de algo podre que emana desses atuais eventos aliado a reação geral do público, tanto na rede mundial quanto ao vivo na minha loja, somado a cobertura “Praça é Nossa” que a imprensa brasileira costuma a dispensar para ambos os temas – quadrinhos e homoafetividade – me convenceram a escrever algumas linhas e colocar no papel virtual algo dos meus pensamentos a respeito, e minha profunda irritação.


Para começo de conversa, nenhum destes eventos está relacionado com a melhora do dia-a-dia da população Lesbica Gay Bissexual Transexual Simpatizante do mundo.  Nenhum. No máximo eles podem ser encarados pela esfera das homoafetividades apenas como uma melhoria na representatividade. Mas o que está sendo cobrado neste escambo é algo bem mais valioso.  O fato é que as exigências desta fatia da sociedade são um prato cheio para oportunistas e moeda de troca para políticos tentando se reeleger.  E política é a palavra que amarra todos estes eventos.
Não precisa ser um fã de quadrinhos DC e Marvel para saber que estas duas empresas, que já tiveram brilhantes momentos de criatividade no passado, hoje são apenas produtoras rigorosamente controladas de matéria prima para a indústria de cinema, constantemente ordenhadas pelas mega-empresas de mídia as quais elas pertencem: Warner e Disney. Vale lembrar que até pouco tempo, antes dos filmes de super-heróis venderem bilhões em bilheteria, tanto Marvel quanto DC não despertavam o interesse dessas corporações e gozavam de uma liberdade, restrita, mas enorme comparada com os padrões de hoje. Quem sofreu bastante com isso foi a casa de Super-homem que teve que rebootar todo seu universo para  que seus personagens se adaptassem ao mercado mais “amplo” do cinema.  A Marvel por outro lado era uma empresa também relativamente autônoma até ter sido comprada pela Disney.  Resumindo, elas sempre foram uma indústria que segue a lógica do mercado, agora são mega-indústrias.

Some a esse panorama empresarial o apoio oportunista de Obama e o que temos é um surto de casamentos e saídas do armário que ocorrem de modo artificial sacrificando a boa leitura em favor de um golpe de marketing. Quando os holofotes estiverem virados para o outro lado, Estrela Polar voltará ao limbo onde estava escondido e Alan Scott provavelmente terá uma morte heroica.

Explicando. Estrela Polar foi o primeiro super-herói homossexual assumido da história, e sofreu bastante por isso sendo transformado até em fada após correr o risco de morrer de AIDS (afinal não é assim que todo gay morre?). Até a pouco tempo ele era um membro dos X-men, grupo de heróis que são uma metáfora para todos os outsiders da sociedade, e nunca se ouviu falar de um namoro sério ou de algum Kyle. Enquanto isso, na DC, o golpe de marketing e ação pasteurizante chamado New 52 abriu um leque de oportunidades a serem exploradas faltando apenas um bom motivo.  Ai entra Obama e seu motivo e de uma hora para outra o obscuro Estrela Polar se casa e um herói de uma outra realidade é vendido como um “herói seminal da DC”. E é importante diferenciar, Alan Scott, o Lanterna Verde original “não saiu do armário” pois sua versão novo 52 que estreou nos EUA sempre foi assumidamente gay.  Se o escritor James Robinson – que no passado brilhou comandando as aventuras de Starman –  havia planejado re-introduzir Alan Scott como homossexual ou se essa foi uma decisão tomada apenas após o discurso de Obama, não importa. No frigir dos ovos tudo não passa de uma jogada e mais uma exploração do desejo humano de milhões de leitores de serem levados a sério como cidadãos.

Esclarecendo. Não tenho nada contra o casamento de Estrela Polar ou a um Lanterna Verde gay, mas a maneira que foram executados essas histórias expõe as fundações mercantilistas mercenárias que tentam vender um eterno gato por lebre para aqueles que as sustentam desde suas fundações. Tanto Marvel quanto DC já tiveram momentos de extremo respeito ao seu público LGBTS em quadrinhos como o ótimo Jovens Vingadores e o casal Wiccano e Hulkling e, na DC, com personagens como Renné Montoya – a Questão –  e Kate Kane – a Batwoman . Personagens e histórias pautadas em um bom enredo e uma boa construção que vieram a tona através do desejo de seus criadores de criá-los e não pela obrigação oportunista de atrair clientes para a feira.

É urgente, sim, que a representatividade social seja uma prioridade para qualquer meio de comunicação de massa. A indústria cultural é um fenômeno responsável por uma significativa parcela não apenas da educação do indivíduo quanto da própria maneira deste ver o mundo.  Representar nos quadrinhos, nas novelas, nos jornais, uma realidade pautada na diversidade social é uma autêntica ação afirmativa que em muito ajuda, não apenas no alívio de tensões entre parcelas da sociedade, mas também na formação de indivíduos psicologicamente saudáveis e integrados a uma comunidade diversificada. Por outro lado, quando esta mesma ação é feita por motivos ulteriores comprometidos apenas com o mercado, o resultado é a invalidação das possibilidades integradoras efetivamente aumentando o abismo entre estas parcelas sociais, ambas ressentidas por fazer parte de mais uma falácia de um capitalismo cada dia mais descarado.

Porém, deixando para trás toda essa confusão que é sintomática de um quadrinho industrial que tenta agradar crianças e adultos mas que resulta apenas na exposição de material inapropriado para os primeiros (e friso aqui o forte conteúdo sexual constrangedor e a violência gráfica exagerada que a nova DC vem imprimindo em seus quadrinhos) e na infantilização dos segundos, nos EUA existem opções de bons quadrinhos gays que são produzidos por artistas do meio porém com um considerável apelo ao público heterossexual: Criado por Ed Luce, o quadrinho Wuvable Oaf é uma mistura eclética de quadrinhos mainstream e underground. O personagem principal é uma espécie de urso, que no meio gay é como se chama seus representantes grandes e peludos, que tem super força e outras características esquisitas (como fazer crescer os pelos do corpo em segundos e exalar um cheiro que atrai todos os gatos nas proximidades) e que se envolve em uma bizarra trama ao se apaixonar pelo líder de uma banda de “grind-disco” local. Muitas referências musicais, de Smiths a uma infinidade de bandas de Death Metal e participações especiais de personagens Marvel e DC disfarçados são um prato cheio para os fãs de quadrinhos, independente da orientação sexual.

Outra boa pedida é Spandex, uma HQ inglesa de super-heróis sobre um grupo formado apenas por membros LGBTS e liderados por Liberty, uma travesti com uma roupa feminina que lhe dá super poderes.


Para terminar este artigo, reitero: viva a diversidade! Queremos mais super-heróis gays sim! E mais super-heróis negros e asiáticos e índios; e super-heroínas que não são apenas gostosas de pouca roupa para a satisfação onanista de alguns. Mas que estas mudanças aconteçam por que seus criadores percebem que existe uma urgência para isso e não para transformar necessidades genuínas de minorias em mais uma mercadoria sem alma para ser vendida a qualquer custo. E se você sabe escrever, ou desenhar, faça você mesmo o quadrinho que você gostaria de ler. Este, sim, é o melhor meio de aumentar a diversidade nas HQ´s e evitar que mega-corporações se apropriem de suas carências para transformá-las em golpes de marketing.

Confira a capa de Frank Quietly para The Walking Dead #100!

junho 1, 2012

Na minha quase não humilde opinião, o artista Frank Quietly é o desenhista mais importante e criativo nos quadrinhos americanos hoje em dia. Então esta capa feita por ele para a edição de número #100 do gibi The Walking Dead nos EUA merece um post só pra ela! Está logo abaixo:

 

Notícias Quentes do Reino dos Quadrinhos! 31/05

maio 31, 2012

Os gibis andam meio parados ultimamente, então hoje teremos notícias hollywoodianas!

Novidades de Iron Man 3 revelam vilões! Várias notícias saíram esta semana sobre o filme Iron Man 3. Mas duas delas são de fato as mais esperadas pelos fãs: A confirmação de que o personagem de Ben Kingsley de fato será o chinês Mandarim, porém ele terá uma participação mais de fundo na trama. O vilão da fita será o Patriota de Ferro, que nos quadrinhos se trata de Norman Osborn usando uma armadura reconfigurada do Homem de Ferro enquanto lidera a versão dele da S.H.I.E.L.D. A identidade por trás da armadura ainda é desconhecida, mas se sabe que o roteiro será baseado na HQ de Warren Ellis e Adi Granov e que terá o personagem do Doutor Aldrich Killian, interpretado por Guy Pearce. Uma imagem já vazou contendo o que pode ser o Iron Patriot. Confira:

Simon Pegg desmente boatos de Star Trek 2 e Michael Dorn quer trazer Worf de volta! Notícias trekkers para os fãs de agora e do passado. Simon Pegg, o astro de Todo Mundo Quase Morto e o Sr. Scott da nova versão de Jornada nas Estrelas, veio a público esta semana e avisou que o personagem vivido pelo ator  Benedict Cumberbatch no próximo filme da franquia NÃO é o vilão Khan. Pegg também registrou sua indignação contra os caçadores de spoillers que tentam desvendar os segredos do filme a qualquer custo. Se você não ficou muito satisfeito com a re-imaginação do universo de Gene Roddenberry no século XXI por J. J. Adams vai ficar feliz e torcer pelo novo projeto do ator Michael Dorn, o eterno Worf. Dorn esta escrevendo e pretende dirigir um longa de baixo orçamento direcionado para TV a cabo ou lançamento exclusivo para DVD que mostra o Capitão Worf liderando uma tripulação contra terroristas em uma nova nave e com novos personagens. A ideia é retomar o universo clássico e está se reunindo com os executivos da Paramount para viabilizar o projeto. Contando apenas com algumas participações de personagens da Nova Geração e com uma levada mais dark, Dorn diz que o roteiro está bom pra *orra! Eu estou na torcida para ver este projeto!

Conheça o cartaz mais legal de Batman Rises e da Mulher-Gato! Já postamos aqui algumas imagens do último filme de Chris Nolan do Homem-Morcego, mas nenhum tão legal quanto este abaixo. Finalmente parece que esta Mulher-Gato nova tem garras afiadas:

Veja os novos cartazes de Batman Rises e imagens da animação de Cavaleiro das Trevas!

maio 24, 2012

A alguns dias atras a Warner liberou um cartaz do novo filme do homem-morcego. O cartaz era bem decepcionante e com uma imagem que parecia restos de Cavaleiro das Trevas. Reagindo as críticas, a empresa pôs novos cartazes na net, agora com outra matiz cromática com menos cores quentes e com foco na Mulher-Gato e em Bane. Confira os posters abaixo:

E, já que estamos falando de Batman, existe uma outra produção que sairá para coincidir com Batman Rises que está gerando tanta expectativa quanto. Trata-se da adaptação do clássico Batman Cavaleiro Das Trevas para animação no novo longa animado da DC. A animação contará a com a voz de Peter Weller, o eterno Robocop, como o Cruzado Encapuzado. As primeiras imagens já estão na net! Confiram: